domingo, 8 de maio de 2011

       Z

                  Homenagem às mães

                  Carlos D. de Andrade

                  Por que Deus permite
                 que as mães vão-se embora?
                 Mãe não tem limite,
                 é tempo sem hora,
                 luz que não apaga
                 quando sopra o vento
                 e chuva desaba,
                 veludo escondido
                 na pele enrugada,
                 água pura, ar puro,
                 puro pensamento.

                Morrer acontece
                com o que é breve e passa
                sem deixar vestígio.
                Mãe, na sua graça,
                é eternidade.
                Por que Deus se lembra
                - mistério profundo -
               de tirá-la um dia?
               Fosse eu Rei do Mundo,
               baixava uma lei:
               Mãe não morre nunca,
               mãe ficará sempre
               junto de seu filho
               e ele, velho embora,
               será pequenino
              feito grão de milho.

     Z







sábado, 7 de maio de 2011

S.O.S.

S.O.S.

Nossa BR-381, rodovia que vai de Belo Horizonte à divisa do Espírito Santo, detém o lamentável título de Rodovia da Morte. Em 2010 teve 116 acidentes com perdas de vida, número mais alto do país. Em todo o percurso mineiro da 381, ocorreram 334 mortes, um quarto do total registrado no estado, no ano que passou.. Também no trecho da BR-040, em Minas, terceiro mais violento do Brasil, morreram 217 pessoas.
Absurdo! As duas estradas juntas foram responsáveis por 41% das vítimas das BRs no estado!
Entre BH e João Monlevade a BR-381 é o pior trecho, uma vergonha para a engenharia nacional  e para as lideranças mineiras que não conseguiram até hoje o duplicação da pista e o desarme de inúmeras  armadilhas que se apresentam ao longo daquela estrada. 

Martha Tavares Pezzini

marthatavaresspf.blogspot.com


quinta-feira, 5 de maio de 2011


JOGAR BRIGDE
Geraldo Reis

eu e a rainha
nunca fomos jogar bridge às margens do Rio das Velhas
a rainha era triste
e eu inventava tristeza de menino abandonado
eu tinha os olhos perdidos à beira do cais
as mãos ancoradas numa espécie de porto sem navios.

eu e a rainha - que tristeza -
nunca fomos jogar brigde às margens do Rio das Velhas
nunca tivemos um fim de noite depois de uma sessão de gala
nunca nos escoramos na carne viva após a tempestade
nunca soubemos de nossas predileções além de um copo d'água
eu e a rainha nunca soubemos
mais do que um copo dágua de predileções

e ela nunca me contou estórias de dormir
ou conheceu comigo quartos de pensões
e ela nunca me embalou com sua fala de sereia
nem nunca me seduziu com seu corpo de surpresas
e eu daria tudo por uma partida de bridge
pela madrugada
dentro dela
mas ela não sabia nem jogava bridge

eu e a rainha não pudemos conhecer nossas predileções mais íntimas
e imaginamos viagens através de nossos rios
imaginamos viagens através de nossos campos
e apenas batemos palmas à porta de nossas alegrias

ela bordou deveras uma cascata ao longo do vestido
e eu tantas vezes sonhei dormir naquelas águas
mas nunca jogamos bridge ao longo dos horizontes
e ela fitava os horizontes mais que tudo
demorava um dia todo à beira d'água

e eu me sentia
mais por isso
irmão das águas
o irmão menor de todos os rios do mundo.

(Extraído da ANTOLOGIA POÉTICA II, Interlivros de Minas Gerais Editora / 1977 - pág. 56 / 57).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Notas

- Mulheres em Letras
 3º Colóquio e 1º Encontro Nacional Mulheres em Letras, tendo como tema"Escritoras de ontem e de Hoje". 
Coordenação de Constância Lima Duarte, professora e autora. De amanhã a sábado, na Faculdade de Letras da UFMG, câmpus Pampulha. Entrada franca. Programação completa e informação pelo site: www.mulheresemletras.com.br 
 
- Pensar/escrever o animal
 "Animais, animalidade e os limites do humano" - colóquio internacional,   teve início  hoje, na Biblioteca Luiz de Bessa, com palestra e lançamento do livro Pensar/escrever o animal, de Maria Ester Maciel.
A partir de amanhã, 5 de maio, o evento acontecerá na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG (Face), auditório 2.
Informações: zoocolóquio.ufmg@gmail.com

http://marthatavaresspf.blogspot.com/



 

Chuva de Verão

Maria da Luz Lobão


Hoje, da minha janela
Eu vi a chuva cainho...
A terra, ansiando por ela
A natureza sorrindo.

Não foi chuva passageira,
Foi mesmo torrencial.
Chuva boa, criadeira,
Dessas que não causam mal.

Até o pasto agradecia
O presente abençoado.
O gado, alegre parecia
Comento capim molhado.

Ruidosas avezinhas,
Passavam desconfiadas...
Com as penas molhadinhas
Mas, do calor, refrescadas.

Mais puro ficou o ar
Mais fartas ficaram as fontes.
Foi tão bom observar,
A chuva molhando os montes.

Bendita a chuva que cai
Depois de longa estiagem
A terra, molhando vai,
Lavando a paissagem.

Chove chuva, de mansinho
Chove chuva sem parar,
Por este banho de carinho
A terra estava a esperar. 


Maria da Luz / Marilu, é de São Pedro dos Ferros, grande amiga e conterrânea.


Martha Tavares Pezzini
Blog:  Sobre Livros e Autores 
Marthatavaresspf.blogspot.com
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terça-feira, 3 de maio de 2011

Notas
1 - Câncer 
Dois executivos  aproveitaram a experiência como sobreviventes de câncer, lançando um movimento enriquecedor, com experiências pessoais e profissionais, para a vida de pessoas que passaram ou estão passando pelo mesmo desafio. 
Campanha publicitária divulgando o site foi criada pela agência DIFERi, de Uberlândia, MG: www.setoca.com.br 
2 - Exemplo a ser imitado
Três instituições culturais, duas de Ouro Branco e uma de Ouro Preto,foram premiadas com 300 livros - de clássicos da literatura brasileira e universal a títulos infantis e infantojuvenis, acompanhados das respectivas estantes. A doação partiu da Gerdau Açominas. Acontecerão novas doações ainda no segundo semestre. De 2005 a 2010, a empresa doou 489 bibliotecas e 96,6 livros.
           
          
             

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Olhar e ser visto - a figura humana da renascença ao comtemporâneo.
 

 Retratos pintados por mestre como Modigliani, Cézanne, Toulouse-Lautrec,Picasso, além dos brasileiros Portinari e Almeida Júnior.


A partir de amanhã, na Casa Fiat de Cultura, Rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250, Nova Lima.

Entrada franca. Transporte gratuito da Praça da Liberdade à Casa Fiat. 

(31) 3289-8910