terça-feira, 19 de abril de 2011

Recordando Roberto

      Mais uma homenagem ao ReiUma das suas músicas
    mais marcantes.


 
             Detalhes
            Roberto Carlos

      Não adianta nem tentar 
                   me esquecer
      durante muito tempo em sua vida, 
                   eu vou viver
      detalhes tão pequenos de nós dois
     são coisas muito grandes pra esquecer
      e a toda hora vão estar presentes
                   você vai ver

      se um outro cabeludo aparecer em sua rua

      e isso lhe trouxer saudade minha
                    a culpa é sua
      o ronco barulhento do seu carro,
      a velha calça desbotada, ou coisa assim
      imediatamente você  vai 
                    lembrar de mim

      eu sei que um outro deve estar falando
                    ao seu ouvido
      palavras de amor, como eu falei
                    mas eu duvido
      duvido que ele tenha tanto amor
      e até os erros do meu português ruim
      e  nessa hora você vai
                    lembrar de mim 

       à noite, envolvida no silêncio 
                     do seu quarto
       antes de dormir você procura 
                      o meu retrato
       mas da moldura não sou eu quem lhe sorri
       mas você vê o meu sorriso
                       mesmo assim 
        e tudo isso vai fazer  você
                       lembrar de mim

       se alguém tocar seu corpo como eu
                     não diga nada
       não vá dizer meu nome sem querer
                     a pessoa errada
       tentando ter amor nesse momento
       desesperada você tenta até o fim
       e até nesse momento você vai
                     lembrar de mim

       eu sei que esses detalhes vão sumir
                     na longa estrada 
       no tempo, que transforma todo amor,
                     em quase nada

        mas quase também é mais um detalhe

        um grande amor não vai morrer assim
        por isso, de vez em quando, você vai
                       lembrar de mim.

       Martha Tavares Pezzini




   O O  O O O O O  
                              
          
     Parabéns,   
          Roberto
    Carlos!
          O Brasil 
    te ama!

  
 O O  O O O O O  



 

Depósitos Antecipados para Internação Hospitalar

 Publicada no DIÁRIO OFICIAL em 09/01/02, A Lei de n° 3.359 de 07/01/02, que dispõe: 
 Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internação de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada. 
Art. 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado ao responsável pela internação.
Art. 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos usuários e a afixarem em local visível a presente lei.
Art. 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Uma lei como essa, que deveria ser divulgada, está praticamente escondida! E isso vem desde 2002. Estamos em 2011!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lígia Bojunga Nunes


                      Lygia Bojunga Nunes
                      

Uma escritora brasileira entre as que mais admiro é Lygia Bojunga. Quando minha filha tinha    oito anos, começou a ler A bolsa amarela, dei uma olhada e me encantei. Daí pra frente começamos a ler juntas e nos divertir com os incríveis personagens. Logo comprei mais livros dela, inclusive O sofá estampado, que também adoramos. Lygia penetra na alma e nos sentimentos da criança, ao mesmo tempo que dá asas às fantasias infantis.  E sua linguagem  vai do coloquial ao monólogo interior  e ficamos presos em sua trama.  Recomendo a crianças e adultos!
    
   Martha  Tavares Pezzini 
    


Lygia Bojunga Nunes nasceu em Pelotas, Rs. Foi atriz até que encontrou a literatura. Seu primeiro livro Os Colegas (1972) conquistou um público que se solidificou com Angélica (1975), A casa da madrinha (1978), Corda bamba (1979), O sofá estampado (1980) e A bolsa amarela (1981). Por esses livros recebeu, em 1982, o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio literário infantil, uma espécie de Prêmio Nobel da literatura infantil.  Esse prêmio foi concedido pela da International Board on Books for Young People, (filiada à Unesco).
É um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil brasileira e mundial, assim consagrada pela qualidade de sua obra e caracterização da problemática da criança, acuada dentro do núcleo familiar.
Sua obra já foi publicada em alemão, francês, espanhol, sueco, norueguês, islandês, holandês, dinamarquês, japonês, catalão, húngaro, búlgaro e finlandês.
Seus livros têm sido altamente recomendados pela crítica européia e estão sendo radiofonizados em vários países, sendo que um deles, Corda bamba, foi filmado na Suécia.




   Martha  Tavares Pezzini
   Sobre Livros e Autores
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domingo, 17 de abril de 2011

A Montanha - Martha Vieira Tavares Pezzini


       


                            A Montanha

    Da janela do meu quarto vejo uma paisagem urbana como outra qualquer. Ao longe a Serra do Curral. Misteriosa e imponente como uma sentinela perscrutando toda a extensão do seu espaço visual: a cidade de Belo Horizonte.  Sua silhueta recortada contra o horizonte  instiga minha imaginação. O  por do sol joga uma luz que parece querer incendiar  toda a paisagem; depois da chuva, parece uma tela  que teve suas cores recuperadas e acentuadas.  A montanha sempre me fascinou. Seu contorno no horizonte, a vegetação, blocos de pedra, que posso ver daqui de baixo e  despertam em mim um vago desejo de uma escalada para conhecer a outra vertente: imagino um regatinho, flores raras e tantas surpresas lá, escondidas. Como se esse desejo de escalar a montanha expressasse uma necessidade de ir além, para o alto, em busca de pureza,  beleza e paz, enfim, em busca do infinito, de Deus.
   Certa vez aventurei-me numa descida, na Serra do Cipó, maravilhoso recanto de Minas Gerais. O caminho era desafiador, íngreme e pedregoso, onde cada passo, cada pisada tinha que ser calculada com o maior cuidado, buscando pontos de apoio nos quais se agarrar.
   Lá no fundo do cânion tesouros  me  aguardavam. Já eram vistos por toda a descida: flores desconhecidas surgindo sem mais nem menos, jogando cor e charme naquele recanto só seu;  passarinhos, com seus trinados e melodias nunca ouvidas espreitando pelos arbustos. Como se flores escondidas e passarinhos ariscos quisessem aparecer para cumprir  a missão de encantar o desconhecido que visitava o seu habitat.   A Natureza se fazia ouvir num silêncio salpicado de  sons  mágicos. Sons do silêncio.
   Seguindo uma trilha que levava a outros caminhos indefinidos e  sempre reinventados. De repente, como se ouvisse o som do mar em uma concha, novo murmúrio se insinuou no ar.  Pressenti a emoção de ver surgir uma cachoeira. E pouco mais, ela  surgiu bela e  imponente, caindo em cascatas sobre as pedras numa música cristalina, como uma orquestra em um  recital ininterrupto tendo por palco um  cenário magnificamente perfeito.
   Tudo estava completo. Um banho, mais fotos que  já era hora de pensar na subida, com a alma lavada, leve, como se houvesse visitado  o Éden.

   
Martha V Tavares Pezzini
    

   Lançamentos: 


-  Laura de Mello e Souza estará participando de Sempre um Papo, segunda-feira, no Palácio das Artes, às 19h30, lançando seu livro Cláudio Manuel da Costa. A autora apresenta perspectivas novas sobre a vida e o destino do poeta mineiro que exerceu a carreira de advogado, paralelamente à de poeta tendo participado do movimento da Inconfidência Mineira.
   A escritora é professora de História da USP.

- Santiago Nazarian tem lançamento de livro no final do mês, pela Editora Record. Com cinco romances, entre  eles Mastigando humanos e Feriado de mim mesmo, com tradução em diversos idiomas,  brinda seus leitores com Pornofantasma, seu primeiro livro de contos, definido pelo escritor como "histórias de sexo e morte". 

- Bartolomeu Campos de Queiroz , premiado escritor brasileiro na área da literatura infantojuvenil, acaba de lançar pela Editora Cosac Naify  um livro para todas as idades: Vermelho Amargo. 
  O autor nasceu em Papagaio, minas Gerais e vive em Belo Horizonte, no mesmo apartamento em que morou  a poetisa Henriqueta Lisboa.

-  Benito Barreto, lançou dia 12 de abril, o terceiro  volume da obra Saga do Caminho Novo, sobre os  personagens da Inconfidência Mineira. O romance Toque de silêncio em Vila Rica, dá sequência à tetralogia citada acima. 
   Benito Barreto é mineiro de Dores de Guanhães, no Vale do Rio Doce.




 Martha  Tavares Pezzini
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sábado, 16 de abril de 2011

Poesia e Ação IV

 Poesia e Ação IV

Continuação 

Enviado pelo autor  Paschoal Motta




Um poema, veículo da Poesia, representa a beleza essencial de sentir a vida, na exata medida em que seu mediador constituir-se num ser receptivo às múltiplas facetas da existência. Ser poeta, assim, representa ser um indivíduo de amplas possibilidades culturais, sensibilidade desenvolvida na meditação e recolhimento, humildade humana, paciência e obstinação no seu ofício, além, principalmente, de domínio sobre a matéria bruta de sua Língua Materna. É dominando o sistema lingüístico de manifestação que um escritor se desclassifica, cria estilo próprio, dentro do sistema vigente da Literatura de sua Pátria.
  Já é por demais sabido, mas posto muito pouco em prática, que, na medida que um escritor proporciona ao idioma natal novas perspectivas expressionais, ele se individualiza, e, assim, pode catalisar um modelo literário, abrindo novos caminhos para a Arte e para seu semelhante. Não basta, pois, escrever versos. É muito difícil escrever versos impregnados de Poesia. Não basta, ainda, a sensibilidade, o sentimento, o dom. Essas prerrogativas são inerentes ao ser humano. O homem foi criado em metáfora e para a metáfora. Algo mais ainda é necessário, principalmente obstinação no trato com a Poesia, quando na adequação de sua morfologia no papel  e no canto, seus veículos mais imediatos e tradicionais. Ou em outro processo, não importa.
  Fazer Poesia, portanto, captá-la nas vibrações cósmicas e levá-la a outro, ao carente de sensibilidade, de emoção vitral, é competência de poetas. É uma responsabilidade de Homem. Um poema realizado representa a Poesia escrita na exata medida em que não for nem antigo nem moderno, sem qualquer outro atributo. E isso, obviamente, depende de seu mediador, da antena que o capta, porque a regra do jogo é uma só. Um poema é uma ação em favor do Homem. 

 P.M.



Martha Tavares Pezzini 
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