sexta-feira, 3 de junho de 2011

Morre Abdias do Nascimento

Morre aos 97 Anos o Líder Negro Abdias do Nascimento

Morreu no dia 31 de maio, no  Rio de Janeiro, aos 97 anos, o ativista do
movimento negro Abdias do Nascimento, 97. Ex-deputado, secretário 
estadual e senador, Abdias foi também pintor autodidata, escritor, poeta e ator.
Sua defesa dos direitos humanos dos afrodescendentes lhe rendeu uma
indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2010.
Em março deste ano, esteve entre as lideranças negras convidadas para o
encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Rio de
Janeiro.
Na ocasião, Nascimento afirmou que "a visita do Obama é importantíssima
para aprofundar as relações entre o Brasil e os EUA. O fato deles terem
eleito um presidente negro é uma lição para o Brasil".
Foi dele a sugestão de instituir, em São Paulo, o Dia da Consciência
Negra, comemorado em 20 de novembro desde 2006.

POLÍTICA
Abdias do Nascimento foi o primeiro deputado federal negro do país. Abdias 
nasceu em 14 de março de 1914 na cidade de Franca, localizada no interior de 
São Paulo, a 400 km da capital. Filho de uma doceira e de um sapateiro, viveu
a maior parte da vida no Rio de Janeiro, onde se formou em economia.
Começou a militar na década de 30, quando ingressou na Frente Negra
Brasileira. Em uma viagem pela América do Sul com um grupo de poetas,
assistiu a um espetáculo onde um ator branco pintava o rosto para
interpretar um negro.
O episódio marcou Abdias e o levou a fundar o Teatro Experimental do Negro,
em 1994, após ter cumprido pena na penitenciária do Carandiru, preso pelo 
governo de Getúlio Vargas por resistir a agressões racistas.
Abdias se encontrava nos Estados Unidos quando o regime militar promulgou o 
Ato Institucional nº 5 e, por causa de diversos inquéritos policiais dos quais era 
alvo, foi impedido de retornar ao Brasil.
Seu exílio durou 12 anos.


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A Morte em Vida - José Bento Teixeira de Salles

  A morte em vida
                      
   José Bento Teixeira de Salles

    Certamente ele não era da raça dos heróis, como cantou o poeta. Pelo contrário até. Era a própria imagem do homem vencido pela vida, embora mostrasse ainda resquícios de uma outra existência, mais feliz e pródiga. Já entrado na idade dos sofrimentos, perambulava pelas ruas da Serra com vagar e alienação. De lisos cabelos cuidadosamente penteados, vestia sempre um velho e roto paletó de couro, que lhe emprestava ares de antigas posses.
   Não era propriamente um mendigo, mas andava à procura de restos nas latas de lixo, olhar perdido na distância, longe  de nossa mesquinha condição humana.
   Seria talvez herdeiro de uma pobreza envergonhada e reagia assim, como se eu tivesse culpa de ser ele tão infeliz. Logo eu...
   Quase todas as manhãs eu o via perambulando pelas ruas do bairro em busca da felicidade perdida. Só e triste, vencido pela vida.
    Certo dia passou por ele uma jovem levando pela correia um belo e bem tratado cachorro. Impassível, seu olhar pousou no cão, que se mostrava luzidio e garboso, bem alimentado e forte.  Saía, talvez, de um salão de beleza no veterinário da esquina.
   Indiferente, o homem seguiu em frente e procurou, no lixo, alguma coisa para comer, como se fosse pobre vira-lata à procura de sua subsistência.
   O tempo passou. Noites e dias transcorreram, na monótona rotina da vida. E ele sempre a perambular pela manhã, passinhos curtos e alienados, como se não tivesse ainda encontrado a felicidade.
   À certa altura, ele deixou de percorrer os ínvios caminhos que o destino traçara. Desapareceu para sempre de minha vista cansada.
   Sua morte, talvez, vencera a vida.


José Bento Teixeira de Salles é advogado, homem público e escritor.


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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dicas de leitura

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Gigi = Amor





                                       Gigi

Martha Tavares Pezzini

Você chegou tão pequenininha, linda e doce, correndo pelo apartamento tão grande que deve ter lhe parecido um estádio. Nenhum de nós já havia tido contato  com um serzinho daquele tamanho e nem estava em nossos  planos iniciarmos um. Sua primeira lambida nem me deu satisfação. Devo ter feito careta. Daí começaram as corridinhas, as conversas dengosas da sua mãe com você, mil apelidos, que tanto nos divertiam, passei a ser a vovó e aprendi a sua linguagem. Você adora um colo, um abraço e se possível, nossa cama. Quem pode resistir ao seu charme, carinho, brincadeiras ?
Não sei precisar o momento em que cada um de nós foi se rendendo totalmente mas sei que ninguém escapou.
Você morava longe, mas não nos esquecia. Quando encontrávamos era pura alegria e muita festa. E sempre havia a surpresa de saber das novidades que você aprontava.
O destino que sempre nos surpreende, trouxe você definitivamente para nós. Faz parte definitiva da família. Onde estamos você está. Sua fragilidade me comove e preocupa. O vovô é o seu preferido e vocês dois não se perdem de vista.
Essa lição de amor e dedicação é linda e nós só temos que retribuir na mesma intensidade. Agradeço, sim, a Deus, por você na nossa vida!

  Martha 


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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amanda Gurgel uma voz que não pode calar!

Quem ainda não viu, não fique de fora. É a voz de todo brasileiro!

Já foi vista por mais de um milhão de pessoas.

Que Deus te abençoe, Amanda! 


Martha Tavares Pezzini




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terça-feira, 31 de maio de 2011

O despetalar definitivo da "Última flor do Lácio..."


     O despetalar definitivo da "Última flor do Lácio..."
    
     Dr. Vicente Cascione

     Estamos cada vez mais a mercê de gênios que conduzem os companheiros para a ignorância institucionalizada. Professores para que?
E os pais, as demais autoridades, onde estão que não protestam?

     Percebi, desde o início de minha vida, quanto tempo perdi aprendendo a falar e a escrever a língua portuguesa em escolas onde entulhei meu cérebro com matemática, latim, história,
geografia, ciências, desenho, francês, inglês, espanhol, filosofia, física, química, biologia, e outras tantas inutilidades.
Não me deram o direito de aprender a utilizar a linguagem dos tambores e os sinais de fumaça, como um método eficiente e simples de comunicação com o mundo.
Os tempos mudaram, tarde demais para mim.
    A meninada de hoje, com a bênção do Ministério da Educação e Cultura (MEC), recebeu a dádiva de um livro intitulado "Por uma Vida Melhor", da coleção "Viver, Aprender".
Esse livro ensina que o uso da linguagem popular é válido, portanto, correto. Cada qual fala e escreve como bem entender, ainda que a língua portuguesa seja estuprada. Não há mais certo, nem errado.
     Despetala-se definitivamente a "Última flor do Lácio..."
     Desse modo, num avanço estupendo e glorioso da civilização deste país tropical, de agora em diante nóis fala e escreve como nóis qué, e estamu cunversado, tá ligado ?  Num dos exemplu du livru, eles fala que tantu fais dizê: "nós pegamos o peixe e os meninos pegam o peixe", como: "nós pega o peixe e os menino pega o peixe". O argumento é que o artigo definido "os" referente aos "meninos" já dá a idéia de plural. Por isso o verbo "pega" (de os meninos pega) não atrapalha essa idéia.
Certíssimo!!! Ou melhor, quase !!!
     Dou, então, minha contribuição para esse certíssimo! superando a tacanhice dos deuses educacionais que partiram para a ignorância, digo, para a sapiência, para a sabedoria, para a erudição, mas que, em verdade, são apenas relativas.
Para haver sabedoria absoluta deve-se ir até o talo e liberar geral!
Cada um fale como bem entender (ainda que quem fala não entenda de coisa nenhuma) e escreva como quiser, e alcançaremos a plenitude do desentendimento geral.
Portanto, nobres e estultos (eles pensam que é elogio!) cientistas da língua, filólogos do mundo novo: tratai de ensinar o errado com perfeição, e de semear a cultura e o saber com a maestria exigível de maestros, mestres, professores e sábios de, tipo, uma geração típica de um tempo, tipo, típico deste admirável mundo novo.
Dou-lhes a dica, ó meus nobres e estultos (eles pensam que é elogio) comparsas da academia.
Nóis tem que falá, tipo, cumu si escrevi, sinão os manu num intende p... nenhuma, tipo, du qui nóis fala. Ta craru, ô tu tem dúvida ?
A língua deve ter, tipo, um frucso (fluxo seria pedantismo) pra num tê pobrema pra quem iscuta i teim quintendê, ta ligado ? 
    Ainda áchu qui (desculpem eu escrever "acho" com "ch", com "x",dá nu mesmu), ainda axu que devemos partir logo para os tambores, e para os sinais de fumaça, afinal uniremos o útil ao agradável. Falaremos, discursaremos, pregaremos, e ensinaremos batucando e sambando no pé, ou nos comunicaremos com a linguagem erudita da fumaça, até mesmo a dos pacaus e baganas fumegantes, do crack e do oxy oriundos das cracolandemias, obviamente se não chover a píncaros nos cântaros da glória, pois apaga-se o fogo e falta fumaça, tá ligado ? 

    "Criança, não verás país nenhum como este" profetizou, tipo, sem querer, o poeta Bilac.
Aliás, do jeito que, tipo, as coisas andam, logo, logo não verás, mesmo, país nenhum... Tá ligado?
      Este é um país de MEC ! 



Martha Tavares Pezzini
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